Boa tarde, prodígios! Prepararam quais leituras para o fim de semana?
Como vocês sabem, não costumo escrever resenhas aqui no blog. Talvez por falta de prática ou mesmo por preguiça (estou sendo sincera pelo menos, haha). No entanto, tenho essa coluna onde indico livros que me impressionaram e que valem a pena serem lidos. Não entro muito em detalhes sobre o enredo (vocês já devem estar familiarizados com minha política anti-spoiler), mas digo o que o livro me fez sentir e pensar no decorrer da leitura.
Bom, dessa vez não precisei pensar muito! O livro escolhido é...
Ô livrinho... ô livrinho... O que falar sobre você??
Confesso que me arrepio toda vez que lembro dele... Vale mencionar que tive vontade de lê-lo por indicações que vi em vários blogs e porque tinha certeza que histórias assim me deixariam de queixo caído. A capa também chama muito a atenção (apesar de não ser uma das melhores, na minha opinião), mas essa questão de palavras riscadas, logo na capa me deixou encucada... O que isso significava para o enredo do livro?
Lá vem os arrepios de novo...
Bom, não é de se estranhar que um livro desses me deixe louca! Prodígios, é genial! Juliette, uma garota que nos é apresentada como um tipo de "prisioneira" por 264 dias, sem qualquer contato humano, deixa-nos chocados já na primeira página. Pensem comigo... Como ela não ficou maluca lá dentro? Como é se isolar do mundo inteiro e não conseguir sequer tocar na pele de alguém? Na verdade, como viver sabendo que você não poderá tocar ninguém, pelo resto da vida??
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| imagem de guardiadameianoite.com.br |
Uau.
Essa foi uma das minhas leituras mais vorazes. Não consegui deixar o livro de lado ou sequer pensar em outra coisa depois que comecei a lê-lo. Quando eu tentava mexer no computador (na época estava de férias na casa dos meus pais), eu ficava pensando... Mas e agora? E AGORAAAA??
Enfim, outro ponto que é impossível não comentar: lirismo. Esse livro é capaz de tocar na sua alma. Chick lit e literatura estritamente de romances (Nicholas Sparks, acredito eu, apesar de nunca ter lido nada dele - me corrijam se eu estiver errada, por favor) não são minha leitura favorita. Quando eu era mais nova amava e ficava encantada com esse gênero... Mas hoje em dia é MUITO difícil um livro desses me prender e ser considerado um dos meus favoritos.
Estilhaça-me conseguiu! Claro que o gênero não é chick lit, nem nada parecido... Mas céus... Que livro lindo! Tocante! Que junção de palavras perfeitas, sentimentos reais e palpáveis, sendo transmutados no papel...! Fiquei completamente apaixonada.
Novamente pensem comigo... Se Juliette não pode tocar em ninguém, como um dia pode pensar sequer em ter um namorado, ou amar alguém? Nós sentimos na pele sua angustia, medo e remorso... Nós sentimos o quanto ela se culpa por ser um monstro sobre-humana e o quanto ela apenas deseja ardentemente poder tocar as pessoas sem causar-lhes nenhum mal.
Enfim, deu pra perceber o quanto eu amei essa personagem, certo? Ela é forte, determinada e tem um bom coração. Juliette está subindo no meu rank de personagens preferidos... <3
"Na ausência de relacionamentos humanos, criei laços com as personagens de papel. Vivi amor e perda por meio das historias enredadas na historia; experimentei a adolescência por associação. Meu mundo é uma teia entrelaçada de palavras amarrando membro a membro, osso a tendão, pensamentos e imagens todos juntos. Sou um ser composto de letras, uma personagem criada por frases, um produto da imaginação fabricado por meio da ficção."
Citando alguns pontos negativos: não sabemos ao certo o que está acontecendo a princípio. Tentar se colocar naquela situação - em um futuro que dizem estar destruído - e ainda assim não ter as explicações necessárias pode deixar o leitor ligeiramente confuso no começo. No entanto, a Tahereh Mafi consegue nos deixar confusos e, ao mesmo tempo, ansiosos para saber os porquês. O que nos influencia a ler mais e mais...Somos tentados a tirar nossas próprias conclusões, loucos pela verdade, por respostas...
Então, uma coisa que era para ser estritamente um ponto negativo, na verdade também é um ponto positivo!
Ah! Algumas vezes a repetição de "estilhaçar" ou "estilhaçando" cansou, mas não ficou irritante ao ponto de me estressar. Porque, afinal, eu também senti meu coração apertar estilhaçar em vários pedacinhos com esse livro maravilhoso!
Vocês já tiveram o prazer de ler esse livro, prodígios? Digam-me o que acharam! Estou ansiosa para ouvir suas opiniões :D
Abraços com cheirinho de livro novo,
L. L. Alves

























