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sábado, 22 de dezembro de 2012

[poesia] Em 2013 eu vou...

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Em 2013 vou fazer uma dieta... Vou cortar o cabelo e fazer uma tatuagem...
Em 2013 vou parar de roer as unhas... Vou parar de reclamar e desistir daquele curso chato...

Em 2013 vou pular de bungee jumping, fazer uma loucura...
Em 2013 vou sair da casa dos meus pais, largar aquele namorado possessivo...

Em 2013 vou usar salto alto e mini-saia... Vou comprar um carro e passar na faculdade...
Em 2013 vou arrumar um novo emprego... Vou esquecer a velha paixão e deixar as mágoas para trás.

Em 2013 vou passar mais tempo com a família, vou manter as amigas do colégio...
Em 2013 vou estudar matemática para não ficar de recuperação, pedir aquela garota em namoro...

Em 2013 vou mandar aquele pessoal irritante para o inferno... Vou pedir desculpas quando estiver errado...
Em 2013 vou economizar... Vou pagar as contas, guardar um dinheiro para aquela viagem...

Em 2013 vou viajar o mundo - China, Arábia, Egito... Vou comprar bugigangas e arrumar um novo hobby...
Em 2013 vou escrever um livro! Vou plantar uma árvore! Vou ter um filho!

Em 2013 eu vou...
Em 2013 eu...
Em 2013 vou...

Em 2013...
Em 2014...
Em 2015...

Em 2070 vou parar de andar e falar, e não saberei mais distinguir a realidade... Em 2070 tudo estará diferente e não me reconhecerei mais...

Por que... Por que em 2013 não fiz tudo que prometi?

Eu vou... Eu vou... Eu vou... Eu vou... Eu vou... Eu vou...
Não fiz... Não fiz... Não fiz... Não fiz... Não fiz... Não fiz...
Tenho medo... Tenho medo... Tenho medo... Tenho medo...

...

Em 2013... Não vou prometer nada.
Em 2013 vou fazer!
Em 2013... Continuarei os projetos de 2012...

Melhor: vou fazer hoje! Começar hoje! Batalhar hoje!
Para amanhã não sofrer as consequências...

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Abraços,
L. L. Alves

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

[poesia] Tantos...

Tantos desejos... tantas vontades... Tantos sonhos...
E tudo se acumula, junta, forma um nó cego que gruda na garganta e transborda pelos olhos...
Como abrandar esse fogo?, essa calamidade?
Como deixar de pensar... de agonizar... de queixar...
Tantos medos, tantas incertezas... Tantas intrigas...
O mundo para por um segundo e eu me pergunto: "é finalmente agora? é hoje? ou será ao menos amanhã?"
O que está reservado nesse futuro nebuloso, nas teias incertas do destino?... haverá um amanhã?

Enquanto o relógio vai batendo, tique-taque, eu continuo desejando, sonhando, acreditando, tique-taque, tique-taque... Um dia... Será tarde demais? Tique-taque. O nó se desfaz. Um dia... Tique-taque. A correnteza seca. E estarei lá.
"Lá?". Lá onde? Tique.... Taque.
Nem eu sei direito!

L. L. Alves